domingo, 10 de outubro de 2010

Detalhamento das atividades desenvolvidas com a turma do 1° Ano A

DINÂMICA: Contar a história com interrupções para que as crianças possam intervir na história.




1ª PARTE: Lançar a ideia da história por capítulos, como uma novela, para a aprovação das crianças.



2ª PARTE: Início da história - Ao encontrar o lápis da fada, o menino escreve palavras as quais se transformam em realidade. A história contada até o momento em que o menino iria escrever a segunda palavra.

Nas interrupções da história pelos alunos, houve questionamentos e observações. Como as fadas foram parar no jardim? Elas são diferentes, uma é gordinha, as outras duas são magras. Tem uma que o cabelo é amarelo. Ela é gordinha porque come muito? Nem todo mundo tem cabelo igual!

Nesse momento iniciou-se uma discussão, e usamos como exemplo nós mesmos. Magros, gordos, feios, bonitos, uns com cabelos loiros, outros castanhos, compridos, curtos, lisos, crespos. Uns sem os dentes da frente. Alguns lembram que está indo ao dentista, outros que precisam ir. Finalmente, decidimos que somos de estilos diferentes e que devemos respeitar uns aos outros e sermos respeitados, o que quer dizer sem ofensa, pedindo favor, dizendo obrigado, ouvindo quando alguém fala não dar apelidos e sermos sempre amigos.

E a história continua... Quando o menino escreveu bola, e na mesma hora, uma bola, vinda não se sabe de onde, veio cair bem na cabeça de Rafael “este é o nome do menino que achou o lápis”. A turma, também, escreveu a palavra BOLA. Depois confeccionamos uma bola de meia de “naylon”, recheada de papel a metro, e com ela brincamos de Batata-quente. Assim: Ficamos todos em círculo, passando a bola e cantando “batata-quente, quente, quente, quente. QUEIMOU!!! Nisso a música para e quem está com a bola, tem que responder a uma pergunta, (foram feitas perguntas sobre a história e dos temas que dela surgiram). Também, com que letra inicia e termina a palavra BOLA, quantas letras compõem esta palavra, quem é o colega da direita, da esquerda, quantos alunos estão na aula hoje, qual é o número de meninas, e dos meninos presentes na sala.

No final da brincadeira foi iniciado o desenho da capa do livro. Sendo que cada aluno usou de sua imaginação e criatividade.



3ª PARTE: A descoberta da segunda palavra e a certeza de que o lápis é mágico. Depois disso, nasce um amigo...

A narrativa da historia continua, o menino Rafael escreveu a palavra Violino, e o violino apareceu. Nisso todos em aula tiveram certeza que o lápis era mágico, principalmente o menino da história, que entusiasmado escreveu bem depressa: amigo, e logo apareceu um menino a sua porta, feio e desengonçado. Claro, a palavra foi escrita depressa e as letras ficaram desengonçadas!! Resultando naquele menino, que foi logo pedindo escreve direito!! A turma entendeu que é importante escrever com capricho e direito, para que as letras fiquem corretas. E foram logo escrever as palavras, BOLA, AMIGO, mas resolveram escrever VIOLÃO, porque na aula o colega Wagner, às vezes, leva o seu violão, que é de brinquedo, mas toca direitinho! Entenderam que o nome Pajé pertencia a índio, acharam legal! Percebe-se que os alunos entenderam que Pajé é nome indígena, devido ao projeto sobre os índios desenvolvidos com os alunos, pelas professoras titulares. Projeto este que, estava em andamento quando as pibidianas chegaram às turmas. Empolgando-as e incentivando-as a desenvolveram o projeto Uma Nova Visão e Perspectiva Sobre o Dia do Índio, compartilhado no X Encontro sobre Investigação na Escola “Rodas de formação de professores em conversas de sala de aula”. Realizado nos dias 16 e 17 de julho deste ano, promovido pelo PIBID e CAIC – FURG.

Quanto ao cavalo, eles relacionaram com o colega Pablo, porque o pai dele tem uma carroça. E, Pablo todo vaidoso contou varias façanhas da égua que puxa a carroça.

Resolveram fazer o amigo secreto, sendo que, cada um escreveu uma carta para o seu amigo. Combinando também, que íamos enviá-las pelo correio. A ida ao Correio estava incluída no Projeto de Visita ao Bairro Profilub II, realizado com os alunos dos primeiros anos, professoras e pibidianas.



4ª PARTE: Todos ficam sabendo da existência do lápis e o menino passa a realizar os desejos dos mesmos. Surge uma “madame” mal educada e seu desejo dá errado, então ela parte para cima das crianças com intenção de roubar o lápis. O que devemos fazer para fugir da situação:

Esta foi a parte que as crianças mais se divertiram, riram muito, mas, muito mesmo! Todos queriam ver como a madame ficou, e concordaram que ela merecia a lição. Cada qual tinha uma sugestão para a madame mal educada. Com o poder do lápis mágico queriam que ela virasse sapo, jacaré, cobra, enfim, todo e qualquer bicho que eles acham feio.

Depois a professora lançou um desafio, cada um deveria desenhar o que queria para si, e expor aos seus colegas. Foram desenhados: Carro do Batman, cavalo, bola, carro, helicóptero, bicicleta, caminhão, “notebook”, bonecas. Todos gostaram muito dessa atividade.



5ª PARTE: Encerramento e fechamento da história - Surgimento do foguete para fugirem da “madame”. Aproveitaram para viajar à lua e quando o lápis está quase acabando, voltam para a casa. Para agradecer todas as aventuras, o menino escreve a última palavra com o lápis: OBRIGADO.

Nos relatos finais da história as crianças perceberam a importância das atitudes que cada um tem que ter uns com os outros, pois eles acharam muito feios os modos que a mulher tratou a todos que estavam na fila. E que ela queria tudo, e no fim não teve foi nada. Gostaram que o Rafael escreveu a palavra obrigado, notaram que as letras da palavra foram até a fada. Acharam muito legal a viagem no foguete. Escreveram as palavras, LÁPIS, FOGUETE, e desenharam foguete e lugares que queriam ir, conforme a imaginação e criatividade de cada um.



Considerações Finais

Percebem-se nesse projeto as peculariedades de cada turma e dos sujeitos que nele estão envolvidos, e que com as experiências foram construímos novos conhecimentos, atitudes, valores, amizades. Sendo que a integração escola professores, alunos e a inserção das pibidianas nas salas de aula contribuem em novas ações, conscientizações e conhecimentos de todos.

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